Imagine seus projetos atuais e anteriores. Pronto?
Agora imagine que os terminou na metade do prazo previsto, abaixo do orçamento, com os mesmos recursos, com o escopo e a qualidade esperados, com muito menos estresse e ainda com uma equipe motivada. Acordou?
Pois bem, tem muita gente por aí "sonhando" acordada, depois de implementar a CCPM - Critical Chain Project Management (Gestão de Projetos pela Corrente Crítica).
Inicialmente publicado em 1997, no livro "Critical Chain" (Corrente Critica), por Eli Goldratt, o mesmo autor de "The Goal" (A Meta), esse método para planejamento, execução e gerenciamento de projetos, em ambientes mono e multi-projetos, tem sido objeto de aplicação e estudo no mundo todo, devido aos seus resultados impressionantes.
Vários livros surgiram posteriormente, falando mais e ensinando em detalhes como implementar a metodologia, como "Project Management in the Fast Lane", de Robert Newbold (1998); "Critical Chain Project Management" (2000 e 2004) e "Lean Project Management: Eight Principles For Success" (2006), de Lawrence Leach; "Projects in Less Time: A Synopsis of Critical Chain", de Mark Woeppel (2005), para citar alguns.
Por que "Corrente" Crítica?
Para diferenciar do "Caminho Crítico", que é o método tradicional promovido pelo PMBOK e por outras metodologias. A definição original do caminho crítico incluía a dependência tanto cronológica das tarefas quanto dos recursos necessários para executá-las, mas ao longo do tempo a dependência de recursos foi negligenciada, ficando quase esquecida. A premissa para isso é que os recursos poderiam ser disponibilizados sempre que necessário, mas infelizmente isso não é possível na grande maioria dos casos.
E qual é a diferença?
A Corrente Crítica, além de levar em consideração a dependência de recursos, também resolve diversos outros problemas inerentes aos métodos tradicionais, através da:
Quem está usando a Corrente Crítica?
Algumas empresas bem conhecidas mundialmente, como Boeing, Delta Airlines, GE (Consumer & Industrial IT), Tata Steel, Procter & Gamble, Alcatel- Lucent, Chrysler, HP (Digital Camera Group), ThyssenKrupp, além de outras menos populares, como o Grupo de Manutenção de Aeronaves da Força Área e da Marinha (EUA), Amdocs (CRM para telecoms), e2V Semiconductors, ABB (transmissão e distribuição de energia elétrica), Medtronic, só para citar algumas poucas. No Brasil temos notícias de bancos, siderúrgicas, desenvolvedores de software, mineradoras, construtoras, e o grupo está aumentando rápido!
CCPM+ : Turbine seu Microsoft Project!
Para facilitar e automatizar seu trabalho com a Corrente Crítica, conheça o CCPM+, um plug-in para o MS Project que certamente lhe dará gosto em usar de vez esse clássico da Microsoft.
Corrente Crítica e o PMBOK
Finalmente reconhecida na 3ª edição do "The Guide to the PMBOK" (Um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos - Guia PMBOK), publicado pelo PMI e tido como "a bíblia" do gerenciamento de projetos (pelo menos por aqui), a Corrente Crítica (Cadeia Crítica, na versão em português do Guia) é referenciada como "uma técnica de análise de rede do cronograma, que modifica o cronograma do projeto para que leve em conta recursos limitados. O método da cadeia crítica mistura abordagens determinísticas e probabilísticas da análise de rede do cronograma."
Mas o Guia também reconhece outra utilidade da Corrente Crítica, não somente na fase de planejamento, mas também durante a execução do projeto: "O método da cadeia crítica adiciona buffers de duração... em vez de gerenciar a folga total dos caminhos de rede, o método da cadeia crítica se concentra em gerenciar as durações das atividades buffer e os recursos aplicados às atividades planejadas do cronograma."
Nada muito esclarecedor, nem à altura do que o método realmente faz. Além do nome (cadeia crítica) estar diferente do mais popular (corrente crítica), o Guia PMBOK também não entra no detalhe do método (claro, é só um guia). Por isso recomendamos os links abaixo.